Domingo, Junho 21, 2009

Dois

Em 1994 surgia um dos melhores albuns do hardcore/indie da década passada: Hand Me Down, do Falling Forward. Sei que só dois leitores - e isso não acidentalmente, pois a conhecemos juntos - conhecem a banda, mas mesmo assim, ok, voilá. Sou particularmente fã dessa descendente menor do Elliott por dois motivos: (i) lá está o frescor que já não têm mais as bandas alternativas de hoje, e (ii) os caras sabiam o que estavam cantando (reparem na letra de Character, que começa com um memorável "Ill rage a war against myself"). E não adianta ir atrás do CD: ele deixou de ser editado em 2000 e nunca mais, creio, o será. Mas todo o disco está disponível para download aqui. É para ficar na história das coisas menores.

* * *

Reconciliei-me com os últimos artistas contemporâneos ao visitar no domingo o Brandhorst Museum, o mais recente museu de Munique, um dos melhores (e menores!) que já visitei. A arquitetura é uma obra de arte que não fica a dever ao conteúdo exposto (é a construção perfeita para quem gosta de fotografia arquitetônica, a propósito). Você sabe onde está o tempo todo, o que não é comum - ainda mais para gente perdida como eu. Além de agradável, o edifício é bonito (!).

Lá estão muitos trabalhos de Warhol para agradar o público caça-celebridades. Mas o melhor é uma grande coleção de obras do carro-chefe Cy Twombly, que ocupa, como é de lei, enormes salas e passages. Quem sabe um dia ele não ilustra um número da Dicta? Além disso, Christopher Wool, Bruce Nauman, Sigmar Polke. E, de brinde, um trabalho daquele que é talvez o maior, e o mais caro, artista plástico vivo: Gerhard Richter (há muitas coisas dele aqui; hoje estou me sentido generoso). E um vídeo anticomunista armênio (?) cujo autor não consegui identificar.

2 comentários:

Anônimo disse...

Júlio,

Só pra te avisar: já estou atrás do endereço do Meyer-Clason.

Me desculpe o atraso.

Um abraço!
Santini

Douglas Catisti disse...

http://tinyurl.com/tres333