As divergências entre costumes não são uma prova de que a moral é relativa. Trata-se apenas de mais um sofisma. A grande tese é que o que tem relevo moralmente é a intenção expressa em cada ato, de acordo com as circunstâncias e seus significados culturais implícitos.
Por exemplo, um aperto de mão: sendo este ato uma ofensa em determinada cultura (hipotética), quem nela pratica o "aperto de mão", estando consciente disso, comete uma ofensa moral. Isso também fala a favor do bom conhecimento que se deve ter daquilo que é tácito em cada cultura.
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Eu sei que, na minha cultura, um esporte hipotético em que um sujeito vestido de esquiador e armado com uma arma esportiva tem de dar voltas em uma pista nevada e, na primeira volta, atirar deitado 5 vezes contra um alvo e, na segunda, atirar de pé também 5 vezes contra um alvo, é uma ofensa terrível.
Mas essa porcaria existe. Os alemães são campeões nesse troço.
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Outra ofensa, em qualquer cultura, é odiar crianças e adorar cachorros. E falar com cães como se fossem crianças, que supostamente seriam odiadas - com a leve diferença de que não são crianças.
Isso não faz sentido. Morte aos cachorros de famílias solitárias.
Que uma turba de moleques de seis anos lhes transforme em churrasco.
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Malditos Gauloises, que custam 4 euros e vêm, não com 20, mas com 17 unidades de plaisir tabagiste.
Com espaço sobrando! Crime ecológico!
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Esta semana conheci, num centro do Opus Dei, um vietnamita que conhece bem 11 línguas - português, inglês, francês *simplesmente perfeito*, alemão, finlandês, grego, latim, espanhol, vietnamita, romeno e italiano -, e escreve uma tese em alemão sobre Fichte e Tomás de Aquino.
Pelos óculos dos anos 70, vê-se que é um jedi. Ninguém me convence do contrário.
Domingo, Março 15, 2009
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3 comentários:
Meu Deus! Os Jedis estão dominando o mundo!
O Brasil anseia pela volta de seu Jedi Master!
Puxa, Fichte e Tomás, essa tese deve ser suculenta, vê se arruma uma cópia.
gente que adora cachorros e odeia crianças: suiços.
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